Posts Tagged 'rede'

mapa não-geográfico

nongeographic-mapping5

nongeographic-mapping23

Este mapa experimental foi produzido pelo Arquivo de Redes Internacionais da Universidade de Princeton, uma organização dedicada para encontrar uma nova forma de mapear o mundo.  O INA acredita que a geografia está cada vez mais a tornar-se irrelevante e que deve existir um novo sistema de mapeamento, baseadas em transacções globais em vez de geografia. 

Este mapa, produzido por Jonathan Harris com a ajuda de Elizabeth Kaijuka, mostra a relação de distância entre diferentes pontos do mundo, não pela sua situação geográfica, mas pela distância em tempo, de acordo com a possibilidade dos meios de transporte disponíveis. Ou seja, o que em primeira instância nos aparece como um mapa geográfico, ao clicarmos numa cidade, aparece-nos um mapa não-geográfico. Mais em http://www.number27.org/projects/maps/traveltime/index.html.

Advertisements

conceito geoweb

Ao contrário do telefone ou das cartas, a Internet cria-nos o interesse por conhecer mais e melhor e, apesar de muitas vezes substituir a mobilidade, estimula-nos a viajar cada vez mais. Exemplo disso, são os sistemas actualmente existentes como o Nokia Maps, Plazes, Microsoft Virtual Earth, Live Search Maps, Google Maps, NASA World Wind que revelam o conceito GeoWeb baseado em quarto funções*:

orientar – para chegar a qualquer lugar e em qualquer momento

descobrir – localizar lugares

registar – gravar experiências em lugares

partilhar – aproximar as pessoas através da partilha de experiências em vídeos, imagens ou comentários.

 

No mundo GeoWeb, os dados são organizados num espaço e tempo em modelos a partir de captações do mundo real, onde o objectivo é articular informações geográficas com informações abstractas segundo uma organização personalizável. Os utilizadores integram e partilham informações geoespaciais através da Internet, o que convida à interacção entre as pessoas e, simultaneamente, à experiência de novos lugares.

 

geoweb31 

 

Para a construção deste mundo Geoweb, são necessários intervenientes*:

 

geoweb4 

Identificação da localização – por GPS (só no exterior), A-GPS, Wifi ou telemóvel.

Mapeamento: fornece o contexto, permite definir rotas e navegar.

Objectos sociais: através destes acontecem as conexões sociais, a socialização.

Lugares: tendem a ser unificados, podem ser abertos ou fechados.

Actividades sociais: situam-se na intersecção do tempo e espaço.

 

*Baseado na Conferência “Context is king – Ingredients for the Geoweb”, por Félix Petersen, no Shift 08, em Lisboa.

 

informação nos transportes públicos

«the overwhelming majority of modernization programs around the world aspire to improve existing mobility systems through the better integration of the transport systems already in place. Increasingly, European planners now treat car, rail, air, and ship as complementary – not competing – modes of the transport (…) Bizarrely, nonmotorized forms of mobility such as walking, biking, or boating are excluded from the most influential databases…» (Tackara, pp. 57 e 72)

Na cidade do Porto há um vasto leque de modos de transporte, veículos e infra-estruturas: grandes redes com infra-estruturas e percursos fixos (comboio, metro e eléctrico); redes com percursos fixos mas eventualmente alteráveis (autocarro); sistemas individuais com percursos predominantemente pendulares, da periferia para o centro (automóvel), ou aleatórios dentro da aglomeração (automóvel particular, táxi, moto). Assim, um único sistema de informação construído de forma a ajudar as pessoas a encontrar informações sobre as diferentes possibilidades para deslocação em transportes públicos, permite promover a mobilidade sustentável.

esquema-transportes-novo

Adaptado (Design para a cidade – Trânsito e Transportes, pp. 10)