desmaterialização na ‘era da informação’

“We live in an age of alsos, adapting to alternatives. Because we have greater access to information, many of us have become more involved in researching, and making our own decisions, rather than relying on experts. The opportunity is that there is so much information the catastrophe is that 99% of it isn’t meaningful or understandable. We need to rethink how we present information because the information appetites of people are much more refined. Success in our connected world requires that we isolate the specific information we need and get it to those we work with.” (R. Wurman, in “Information Anxiety 2”)

 

A “era da informação” corresponde a um território transversal que se define como um palco de uma grande modificação elástica de estruturas e serviços, onde as estruturas sociais com base em redes são estruturas altamente dinâmicas, abertas, susceptíveis à inovação. Um novo sistema social no qual, «a cultura se refere à natureza, ao ponto desta ser artificialmente revivida (“preservada”) como uma forma cultural» (Castells 2002). O que caracteriza estas formas artificiais não é a sua realidade (ou ausência dela) nem a sua aparência, mas o seu “aparecer”: «elas existem por si próprias, dotadas de uma realidade que não é real no sentido físico mas que também não é reflexo de nada; elas realizam, tecnologicamente, a síntese entre o simbólico e o imaginário» (Serra 2006: 10). Põem fim à concepção platónica da imitação da natureza, restituindo à forma o seu estatuto de verdadeira realidade, uma “realidade em si” (independente) – daí o conceito de “imagens-síntese” de Quéau (Serra 2006: 10).

Neste contexto, «o Design pode funcionar como um filtro e um catalisador» (Franqueira 2008: 75), pois uma das premissas do designer é fazer-se compreender pelo público. Transmitir mensagens e informações mediadas por artefactos, antever uma cumplicidade com o utilizador (de encontro e identificação), construir uma harmonia entre o natural e o artificial, porque o Design é «o design da vida em geral e do próprio homem em particular» (Serra 2006: 7).

Em termos de dicotomia matéria-forma, a “era da informação” é caracterizada pelo facto de «o design ter como objectivo já não dar forma a “um mundo dado como garantido” (…) mas o “produzir mundos alternativos”» (Serra 2006: 9). Se a principal preocupação dos tempos modernos era a identidade e a durabilidade, actualmente evita-se o esforço e o compromisso. Enunciando Flusser, Paulo Serra explica que é a “materialização imaterial” (“imaterial” como oposto a “formal”) ou a “desmaterialização material” que caracteriza a “era da informação”.

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