Ao contrário do telefone ou das cartas, a Internet cria-nos o interesse por conhecer mais e melhor e, apesar de muitas vezes substituir a mobilidade, estimula-nos a viajar cada vez mais. Exemplo disso, são os sistemas actualmente existentes como o Nokia Maps, Plazes, Microsoft Virtual Earth, Live Search Maps, Google Maps, NASA World Wind que revelam o conceito GeoWeb baseado em quarto funções*:
- orientar – para chegar a qualquer lugar e em qualquer momento
- descobrir – localizar lugares
- registar – gravar experiências em lugares
- partilhar – aproximar as pessoas através da partilha de experiências em vídeos, imagens ou comentários.
No mundo GeoWeb, os dados são organizados num espaço e tempo em modelos a partir de captações do mundo real, onde o objectivo é articular informações geográficas com informações abstractas segundo uma organização personalizável. Os utilizadores integram e partilham informações geoespaciais através da Internet, o que convida à interacção entre as pessoas e, simultaneamente, à experiência de novos lugares.
Para a construção deste mundo Geoweb, são necessários intervenientes*:
Identificação da localização – por GPS (só no exterior), A-GPS, Wifi ou telemóvel.
Mapeamento: fornece o contexto, permite definir rotas e navegar.
Objectos sociais: através destes acontecem as conexões sociais, a socialização.
Lugares: tendem a ser unificados, podem ser abertos ou fechados.
Actividades sociais: situam-se na intersecção do tempo e espaço.
*Baseado na Conferência “Context is king – Ingredients for the Geoweb”, por Félix Petersen, no Shift 08, em Lisboa.

